BIOGRAFIA

Sempre Interpretando e Criando...

Nascido no Rio de Janeiro, Brasil, Alexandre J. Eisenberg é um compositor e flautista que se destaca por sua defesa da música contemporânea de concerto tanto no Brasil como no exterior. De 2014 a 2018 destacou-se também como regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Após dois cargos temporários de professor substituto de teoria musical e de música de câmara na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tomou posse do cargo de professor efetivo (2006) no Departamento de Música da UFSM, onde atualmente ensina composição e análise musical.

Algumas de suas obras foram publicadas pelas editoras Schott (Alemanha) e Orphee/Theodore Presser (EUA) e sua música tem sido regularmente executada no Brasil, EUA, Argentina, Venezuela, Colômbia, Uruguai, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, República Tcheca, Áustria, China e Japão. Foi vencedor de três concursos internacionais de composição, o Rodrigo Riera de composição para violão (Caracas, Venezuela, 1999), o do Colloque International de Basson de composição para fagote (Angoulême, França, 2005) e o do Festival Internacional GuitART de composição para violão (Miami, EUA, 2019). Além destes, recebeu o Dean's Prize da Escola de Música da Universidade de Indiana (EUA, 2005) na categoria de música de câmara por seu Concerto para Viola e Orquestra de Câmara.

Alexandre participou de diversas edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea como compositor, flautista e membro de júri de concurso de composição. Teve obras encomendadas pelo Festival Estréias Brasileiras no Centro Cultural do Banco do Brasil, pela Associação Brasileira de Flautistas, bem como por músicos de renome, como os violonistas Nicolas Barros e Fabio Adour, o clarinetista Jorge Montilla e o violista Yuval Gotlibovich. Sua música foi gravada pelos selos Clarinet Classics e Indiana University e executada por intérpretes de peso, como o clarinetista Jorge Montilla, o fagotista Noel Devos, o violista Yuval Gotlibovich, o violinista Ben Sung, os violonistas Fabio Adour, Renato Serrano, Nicolas Barros e Paulo Pedrassoli, os pianistas Winston Choi, Rainer Klaas, Jordi Torrent, Tim Carey, Ney Fialkow, Taiur Fontana e Martin Münch, o Duo Ohrwärmer, a flautista Qiao Zhang, o Quarteto Amazonia, bem como o Indiana University New Music Ensemble (EUA), a Orquestra Sinfônica Nacional (Niterói, Brasil), a Orquestra Amazonas Filarmônica (Manaus, Brasil), a Orquestra Bachiana Brasileira (RJ, Brasil) e a Orquestra Sinfônica  da UFRJ.

Como flautista, sua carreira abrange o repertório solístico, camerístico e orquestral. Foi primeiro flautista da Amazonas Filarmônica e flautista convidado da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do RJ, Orquestra Sinfônica Nacional e Orquestra Bachiana Brasileira. Como solista, atuou à frente da Amazonas Filarmônica, da Orquestra do Teatro São Pedro, da Orquestra de Câmara do Conservatório Brasileiro de Música e da Orquestra Sinfônica da UFRJ.  Como camerista, trabalhou com os pianistas Nariaki Sugiura, Tim Carey, Silas Barbosa, Vera Vianna, Miriam Grosman, Sara Cohen, Guilherme Goldberg e outros, com os violonistas Renato Serrano, Fabio Adour, Nicolas Barros, José Francisco Dias da Cruz e outros, com os clarinetistas Diego Grendene e Guilherme Garbosa, com o trompetista Clayton Miranda, bem como com os flautistas Qiao Zhang, Eduardo Monteiro, Raanan Eylon, Artur Elias e outros. Seus concertos solo e camerísticos incluíram diversas estréias de compositores brasileiros e estadunidenses, bem como suas próprias composições e transcrições. Entre suas gravações estão discos com obras dos compositores Guilherme Bauer e Roberto Victorio.

Como regente, seu primeiro trabalho foi com a Orquestra Jovem de Sopros de Akko (Israel). Após alguns trabalhos ocasionais regendo sua própria música, assumiu o cargo de regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da UFSM (Santa Maria, Brasil), onde interpretou e estreou obras tanto de compositores brasileiros consagrados como de jovens compositores, além do repertório orquestral tradicional.

Como professor/acadêmico, foi um dos criadores do curso de graduação em composição da UFSM e um dedicado professor de prática de orquestra. Suas atividades acadêmicas atuais incluem aulas individuais e coletivas de composição, análise e pedagogia da composição. Suas atividades didáticas anteriores incluíram aulas de flauta, música de câmara, contraponto e harmonia.

Sua formação inclui um doutorado em composição, com especializações em flauta e teoria musical, na Universidade de Indiana (EUA), onde estudou composição com Sven-David Sandström, Don Freund, Sydney Hodkinson e P. Q. Phan, e flauta com Kathryn Lukas; um mestrado em composição na UFRJ sob orientação de Marisa Rezende; e um bacharelado em flauta transversal na UFRJ sob orientação de Celso Woltzenlogel, Lenir Siqueira e Eduardo Monteiro. Sua iniciação à flauta transversal se deu sob a orientação de Carlos Alberto Rodrigues e foram muito importantes as aulas esporádicas com Renato Axelrud, Aurèle Nicolet, Hanoch Tel-Oren e Raanan Eylon.

 

Alexandre é casado com a artista plástica Maristela Moraes.